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Pais se unem em grupos de troca e venda de livros didáticos para economizar na lista de materiais escolares. Veja opções.


Publicado em 30/01/23 04:00 Atualizado em 30/01/23 07:16.


Pais se unem em grupos de troca e venda de livros didáticos para economizar na lista de materiais escolares. Veja opções.


Livros didáticos ficaram 5,21% mais caros no ano passado, segundo o IBGE Foto: Editoria de Arte.


Amanda Pinheiro e Leticia Lopes.


Na lista de despesas que impactam o orçamento das famílias no início do ano, os materiais escolares deixam preocupados pais, mães e responsáveis. A previsão da indústria do setor é que os itens fiquem até 30% mais caros, dependendo do tipo. Mas uma parte específica da relação de materiais pesam mais no bolso: a dos livros didáticos .


O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, calculou que os livros usados em sala de aula ficaram 5,21% mais caros no ano passado, quase o mesmo percentual da inflação geral, que fechou 2022 em 5,79%. No IPCA-15, considerada a prévia da inflação, o preço dos livros didáticos subiu 3,46% em janeiro, bem acima dos 0,55% do índice geral.


Já uma pesquisa da consultoria Nielsen divulgada com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), nesta semana, mostrou que os livros infantis, juvenis e educacionais subiram 3,67%, entre 2021 e o ano passado.


Com os livros mais caros, a saída de muitos pais é buscar caminhos alternativos às livrarias tradicionais para tentar alguma economia, como a troca com alunos de turmas mais velhas ou a compra de exemplares usados.


Maiga Ferreira, de 42 anos, sempre fica atenta aos grupos de troca e revenda de livros nas redes sociais quando chega o período escolar. A professora é mãe de dois meninos: João e Joaquim, de 15 e 11 anos, respectivamente. Ela conta que, antes, tinha um gasto de R$ 2 mil com cerca de 20 livros, mas, neste ano, vai comprar apenas quatro exemplares para os dois filhos.


Além de se beneficiar com as trocas, Maiga conscientiza seus filhos a cuidarem bem dos livros, que poderão ser usados por outros estudantes depois:


— Acho importante lembrar que essa atitude não só ajuda no orçamento familiar, mas também incentiva o consumo consciente. Gosto de reforçar que eles precisam cuidar do livro, pois no outro ano outras crianças vão usar. Na minha época, não tive essa oportunidade e lutei muito para ter os meus livros, porque nem sempre conseguia comprar. Essa prática deveria acontecer em todas as escolas.


Além de grupos em redes sociais que reúnem pais e responsáveis que estão vendendo livros e aqueles que estão em busca dos exemplares, há ainda a possibilidade de a troca acontecer dentro das próprias escolas. É o caso do colégio Mopi, que faz anualmente uma feira de troca de livros.


Gasto menor e consciência ambiental.


Na escola, que tem unidades na Tijuca, na Zona Norte do Rio, e no Itanhangá, na Zona Oeste, os livros didáticos e paradidáticos — que servem pra complementar o ensino em sala de aula, abordando temas específicos — não são todos de uma mesma editora.


A lista varia de acordo com a turma e as disciplinas, a partir da indicação do que os professores consideram mais indicado — o que, na avaliação do diretor executivo do colégio, Vinícius Canedo, facilita a troca entre os alunos.


— Quando você reduz a compra de livros, dá mais fôlego para os pais investirem em outros pontos do orçamento familiar. Hoje, temos pais que economizam na casa dos R$ 1 mil. Além de ser mais sustentável. Trabalhamos a conscientização dos alunos ao longo do ano de que o livro segue vivo depois do fim das aulas — defende.


A dona de casa Gisele Lima Ferreira , de 37 anos, conseguia economizar R$ 1.500 nos livros dos filhos João Flávio, de 16, e Gustavo, de 7, ante de as escolas dos meninos adotarem material próprio. Agora, vai aos grupos para comprar os exemplares paradidáticos e de Inglês:


— Compramos por R$ 100 um que custava R$ 230. Já é um alívio, porque o peso nas contas é grande.


Sites de vendas também são opção.


Além das grupos nas redes e até aqueles restritos a pais e responsáveis de alunos de determinados colégios, outra forma de tentar economizar na compra dos livros didáticos é procurar pelos exemplares em sites que vendem livros já usados. Uma das opções é o site Estante Virtual, portal que reúne o acervo de sebos de vários pontos do país.


A Amazon também apostou na venda de livros de segunda mão. A varejista lançou, em dezembro passado, uma página específica para esse tipo de produto (www.amazon.com.br/livrosusados), onde é possível buscar pelo as obras pelo título ou gênero. Quem tem livros que não são mais usados também conseguem colocá-los à venda no site da empresa.


— A página conta com uma seleção de obras à venda em que é possível pesquisar por destaques, como livros didáticos e escolares, literatura e ficção — exemplifica Ricardo Perez, gerente-geral de Livros da Amazon: — Observamos que desde o começo de janeiro, quando iniciamos a campanha de Volta às Aulas da empresa, houve um crescimento na busca por livros usados.


Veja algumas opções para economizar.


Nas redes.


Em grupos do Facebook, quem está tentando vender livros que não serão mais usados consegue encontrar aqueles que estão buscando exemplares por valores mais acessíveis. Basta digitar palavras chaves como "livros didáticos" na barra de pesquisa da rede social e selecionar a opção "Grupos". Em alguns casos, há grupos de bairros ou até páginas específicas de responsáveis e alunos de determinadas escolas. Nesses grupos, é possível buscar pelo nome do livro ou da editora, por exemplo. Em alguns casos, há grupos também no WhatsApp.


Nas escolas.


Em algumas escolas, há grupos de pais e responsáveis e até listas organizadas pelo próprio colégio que alinham famílias que querem vender ou trocar materiais antigos com aquelas que precisam comprá-los por um preço mais acessível. Vale a pena perguntar na coordenação da escola se isso é uma opção.


Estante Virtual.


Outra opção para a compra de livros mais em conta é o portal Estante Virtual. O site reúne livreiros e sebos com exemplares mais baratos do que nas livrarias tradicionais. Mas é preciso ficar atento ao número da edição e ao ano de publicação indicados na lista da escola para não acabar comprando o livro didático defasado.


Sites de venda.


Portais de vendas como OLX, Mercado Livre e Enjoei também reúnem anúncios de livros didáticos e paradidáticos. Basta buscar pelo título do exemplar e pelo nome da editoria. Também é possível filtrar as ofertas por estado e cidade. Mas é preciso ficar atento à edição indicada pela escola na lista.


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